terça-feira, 22 de novembro de 2011

Quem diria que as nuvens teriam tanto a dizer.

Hoje eu estava voltando da minha incrível aula de História da Moda quando resolvi dar uma check out no céu. Sabe, normal.
E ele estava tão bonito.
Sei lá gente eu fiquei assustada. Ele era tão absolutamente azul e as nuvens eram tão brancas e estavam tão bonitas na frente dele que eu quis, sei lá, sair voando.
Daí eu meio que me senti presa. Quero dizer, eu estava feliz e confortável no carro da minha mãe chegando na minha home sweet home onde eu ia encontrar minhas coisinhas e meu conforto e um lar, essa coisarada toda. Mas, no final das contas, eu vou ter que acordar cedo todas as manhãs e sair toda quarta a noite pra fazer meus ~cursos e no meio tempo eu me preocupo com as coisas e as deixo para lá porque não tem nada o que ser feito.
E a verdade é que isso é meio que ridículo. Pra mim é como se as pessoas ficassem o tempo inteiro procurando algo pelo que lutar e no final das contas elas acabam se perdendo e se quebrando e deixando tudo se partir em mil pedaços porque elas simplesmente não têm o que fazer. Não têm pelo que lutar e, se têm, não têm como lutar.
E a gente se perde nessa imensidão de nada. Tentando achar razões para lutar, tentando achar lutas para simplesmente poder sentir alguma coisa. E a vida inteira não é nada, se você for pensar bem. Quero dizer, olhe pro céu. Olhe para as nuvens. Veja quanta diferença eles fazem sem realmente querer fazer. Olhe para o céu, queira voar e nunca mais olhar pra trás. Queira voar para sempre, deixando para trás todos as preocupações, todo o medo.

E sei lá, perceba que, no todo, todas as suas preocupações são minúsculas e insignificantes. Queira fazer parte do todo porque você está cansada dessa chatice toda.
Mas a verdade é que não dá.
Então você vai ter que voltar para dentro do carro da sua mãe, entrar em casa e voltar a se preocupar com as coisas. Juntar as peças das coisas que quebraram em você, consertar essas partes e esperar que elas continuem assim. Inteiras.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

A não ter medo.

Bom dia, boa tarde, boa noite dependendo do horário.
Eu pretendia criar esse blog faz tempo. Sabe, às vezes, enquanto eu estava no carro ou algo do tipo, me vinham um monte de palavras e pensamentos aleatórios e eu queria escrever aquilo em algum lugar. Porque o twitter não dá, e muito menos o tumblr. Assim eu me vi precisando de algo de que eu tinha aberto mão faz tempo: um blog. E acho que até vai ser bom, já que eu costumava escrever bem, ser engraçada e espontânea e eu meio que perdi isso pelo caminho.
E ok vamos ao post porque eu não sei como engatar brilhantemente o meu assunto com essa introdução idiota.

Eu ando bem obcecada por casas de Hogwarts ultimamente. Digo, eu e meus amigos discutimos as casas até dos móveis e eu estou toda tchururu porque finalmente me assumi Grifinória. Ae, todos comemora, não vou ter que trocar meu cosplay ou jogar minhas 23094823984 coisas da Grifinória fora e, de quebra, ainda estarei na casa do meu Harry.
Só que assim, quando eu falo isso pras pessoas, elas geralmente desdenham, dizem que eu só quero ser da Grifinória porque a maior parte dos personagens são de lá e tipo isso me irrita profundamente. Porque sabe, a Grifinória também tem características.
E a característica mais importante da Grifinória é a coragem.
Eu sei, vocês vão querer saber se eu sou corajosa. E a verdade mais pura é que eu não sei. Quero dizer, eu acho que se houvesse algum tipo de ~guerra a la Harry Potter e tal eu seria. Eu iria lutar pelo que eu acredito e essas coisas, porque é mais fácil definir sua coragem quando há uma provação do tipo (não que eu QUEIRA lutar numa guerra, pelo amor de Deus)... Mas e na nossa monótona vida real onde a maior provação é entrar no ônibus e perceber que tinha esquecido a carteira (aconteceu comigo hoje)? Como é que dá pra ser corajoso?
E eu não sei, eu acho que sou corajosa em muitas coisas, como ir para a aula usando uma gravata da Grifinória (desculpa se eu estou obcecada) ou fazer coisas estranhas no meio da rua e até cantar no ponto de ônibus. Mas, sei lá. Eu vivo com medo de pequenas coisas e isso me impede de progredir. Por exemplo, quando eu estou patinando eu tenho medo de fazer algumas coisas porque eu posso cair. Quando eu estou na aula eu tenho medo de falar com as pessoas porque eu posso parecer uma idiota. E na verdade geralmente eu pareço já que eu tenho medo de parecer uma idiota. Então eu me enrolo em mim mesma e sento ali, lendo minha fanfic (não vou reclamar disso) e fazendo a tarefa de modelagem com uma régua de 15 cm porque eu esqueci meu esquadro e estou com medo de pedir emprestado para alguém.
E, acima de tudo, eu tenho medo do futuro. Medo de continuar sem rumo como eu estou ou acabar tendo um rumo, mas o errado. Eu tenho medo de ir para a faculdade de publicidade pelos próximos 4 anos apenas porque é o mais sensato a fazer mas eu tenho medo de não fazer isso porque daí meu pai ia me matar completamente. Eu tenho medo de seguir em frente porque eu tenho medo do que vem adiante e então eu simplesmente me escondo e crio mundo fantasiosos e adio e adio e adio o momento em que eu vou ter que enfrentar essas coisas.
E eu preciso fazer isso. Eu preciso enfrentar todas essas coisas, porque coragem não é não ter medo, é simplesmente conseguir enfrentá-lo. Só que eu não sei como fazer isso. E daí eu continuo na mesma.
Então acho que vou fazer uma promessa pra mim mesma aqui.
Eu não vou mais ter assim tanto medo. Medo de falar com as pessoas, medo de ser eu mesma, medo de cair enquanto eu estou patinando. Eu não vou mais ter medo de fazer as coisas espontaneamente porque eu posso parecer ridícula. Porque esse medo está me prendendo. E eu não quero mais estar presa, nunca mais.
E talvez se eu começar a enfrentar esses medos, a ser um pouco mais forte, eu consiga honrar a Grifinória. Ok, isso soou muito muito muito mal. Mas sei lá, talvez eu consiga realmente honrar essa casa que, se é uma coisa tão importante em fics, poderia ser na vida real também né.
Xoxo na bochecha.